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Um novo ano irá começar.
Junto: Desejos, promessas, metas, destinos.
Importantes nessa busca.
É a nossa bússola. O que nos orienta.
Pois para quem não sabe aonde chegar.
Qualquer caminho serve.
Sim.
Quem não sabe o que procura.
Não percebe o que encontra.
Os últimos dias do ano têm me feito pensar bastante em tudo que 2008 me ofereceu.
E pensar que há um ano eu nem sonhava com tantas mudanças.
Conclusão: Olho pra trás e sorrio.
Orgulhosa de ter tido coragem de mudar o que eu podia mudar.De ter acreditado que era possível. E, apesar de todas as dificuldades.
A certeza latente de que fiz a coisa certa.
Ontem um pouquinho.Hoje mais um pouquinho.Amanhã mais um pouquinho.Um pouquinho a cada dia. Somados, bastante coisa.Dói menos do que fazer tudo de uma vez.Mas tem que ter calma. Paciência. Foco. Determinação.Assim, de pouquinho em pouquinho, a gente chega lá.
Depois de idas e vindas, finalmente consegui reencontrar meus amigos.É engraçado como tudo parece permanecer como antes.Mesmo não estando mais no dia-a-dia. É sempre muito bom.Muita conversa. Muita risada. Muitas lembranças.Uma sensação de que voltamos no tempo. Ou ainda.Que paramos no último encontro. Sempre a ser continuado no próximo.Apenas uma sensação.No fundo. A relação é igual.Mas todos estamos diferentes.Marcas do tempo.Ainda bem.
Eu gosto daqui. Também gostava de lá.Mas hoje, não volto.Se voltar, volto diferente.O amanhã? Ninguém diz.Mas como diria Aristóteles.Só a mudança é permanente.Sou daqui.
Tem coisas que não precisam ser ditas.Olhares. Sorrisos.Dizem mais.Prefiro ler seus sinais.
Cresci ouvindo meu pai dizer que eu tinha que ser alguém na vida.
Que deveria estudar bastante, buscar minha independência, andar por minhas próprias pernas.
Como boa filha. Eu ouvi e nunca esqueci.
Cresci ouvindo minha mãe contar que o sonho dela quando jovem era ser mãe e ouvia com carinho ela narrar como aquilo a tinha feito feliz.
Mas eu tinha tanta coisa para alcançar antes de pensar em construir uma família.Este sonho ficou pra depois. Mas eu nunca esqueci.Como toda menina, na infância pensei em ser atriz, modelo, dançarina.
Depois veio o sonho de ser jornalista, por gostar de escrever.
Tudo ficou confuso quando me encantei com os quadros de biologia ainda no colegial.
Não percebi que o feitiço era pela criatividade e achei que deveria ser médica.
Estava tudo encaminhado. Inscrição no vestibular. Tudo medicina.
Mas alguma coisa me dizia que eu deveria tentar a comunicação.
Mudei meus planos. Fui sem medo.Deu tempo.
Entrei pra faculdade.
Tive dúvidas no meio do caminho. Normal.
Difícil ter certeza do que se quer aos 20 anos.
Mas no fim das contas deu tudo certo.Cresci. Virei publicitária. E independente.
Agora posso sonhar em ser mãe.